"Sometimes there's so much beauty in the world, I feel like I can't take it, and my heart is just going to cave in"
domingo, 15 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
Meus mundos
A minha ansiedade é tanta que eu quase não consigo respirar. É que eu tenho sede do mundo. Eu penso muito e fico me contando várias histórias, inventando um mundo diferente de todos. Diferente do real. E eu começo a acreditar nas minhas histórias e piro dentro delas. E eu choro, como vendo um filme. Eu vejo a cena e choro. Porque eu antecipo tudo. Eu espero sempre mais. Eu sei o quanto eu posso dar. E o que eu tenho a oferecer é tanto que quase não cabe em mim. Então eu preciso dividir e ninguém entende nada. Nem eu. Não entendo porque as respostas já foram criadas por mim e quando eu abro os olhos não consigo acreditar na realidade. Eu inventei a minha própria. E inventei tantas que eu me perco. Eu misturo tudo e me perco porque não tem como elas existirem ao mesmo tempo. E a realidade é sempre muito mais simples de compreender do que os personagens que eu crio, do que as imagens que eu invento. A realidade é fácil. Quase chata. E eu complico e multiplico tudo por mil porque eu não sei ser rasa. Eu gosto do complexo, eu gosto do intenso, eu gosto do que é criado. Eu gosto do que arde. E eu sofro em dobro sendo assim, mas eu não me importo porque eu sei que no final vale mais a pena. Eu sinto tudo no fundo. Não existem sentimentos superficiais. Sentimentos não devem ser economizados. E no fundo eu gosto de ser assim. Acho que isso é o que diferencia uma vida medíocre de uma vivida por inteiro. Eu sou uma contadora de histórias, mas da minha própria vida. E eu invento o que eu quiser, eu sou o que eu quiser ser. Estou sempre querendo mais. Não me contento com pouco. Estou sempre me reinventando. Eu acredito que o mundo pode ser mais bonito se for visto por vários ângulos.
"Dinheiro se economiza, mas emoções, sejam de felicidade ou de tristeza, de amor ou de raiva, nunca. Vá sempre fundo – a não ser que você esteja na vida a passeio, o que é uma escolha; uma triste escolha, aliás. Porque todos os sentimentos são nobres – inclusive os piores." Danuza Leão
"Dinheiro se economiza, mas emoções, sejam de felicidade ou de tristeza, de amor ou de raiva, nunca. Vá sempre fundo – a não ser que você esteja na vida a passeio, o que é uma escolha; uma triste escolha, aliás. Porque todos os sentimentos são nobres – inclusive os piores." Danuza Leão
quinta-feira, 29 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
Por acaso
Acho que se um dia, por acaso, eu te encontrasse na rua, eu ia fingir que eu não te conheço. Porque meu coração ia acelerar tanto que eu não ia conseguir falar nada. Eu sempre consigo disfarçar meu nervosismo falando mais. E tudo bem, porque eu já sou o tipo de pessoa que fala demais. Mas com você eu recuo. Minha vontade era pular no seu pescoço e falar o quanto eu senti sua falta por todo esse tempo. Depois eu ia segurar sua mão e te levar pra algum lugar que só existisse a gente. Eu ia te falar do medo que eu tive de você não aparecer nunca mais e do desespero que eu fiquei quando descobri que não existe ninguém como você. Mas eu não faria nada disso. Eu ia fugir e torcer pra que você não tenha me visto. Ia me esconder. E se sem querer, nossos olhares se encontrassem, eu ia querer viver mais cem anos só pra ver se eu te encontrava de novo. Assim, por acaso.
segunda-feira, 26 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
"O problema é que as mulheres, na realidade, apesar de dizerem que buscam homens mais inteligentes e exigentes, não estão preparadas para isso quando encontram. Não, não basta "trazer uma cerveja e vir pelada". Para além das fantasias da empregada, da enfermeira e da colegial, queremos sutileza e pouca preparação. Mais espontaneidade e menos obviedade. Não acredite na história de que somos gorilas com pouco pelo. As regras da civilização da emancipação feminina fazem a mulher ficar excessivamente desinteressante e interesseira." Luiz Felipe Pondé
Que noite foi essa
Eu acordei com um gosto estranho na boca. Era uma mistura de ferrugem com alguma coisa doce. Eu demorei pra associar isso com a noite de ontem e com o medo que eu senti agora, assim que acordei. Demorei pra perceber que aquilo tudo aconteceu ontem e agora eu olho pro lado e não tem ninguém lá. Você saiu de mansinho, sem avisar, e eu acordei assustada porque eu não esperava que você fosse embora. Eu achava que você ia ficar pro jantar. E até lá a gente ia fazer tudo que você quisesse porque eu gosto de tudo que você gosta. E eu queria te propor umas coisas diferentes, que eu nunca fiz. Porque com você eu tenho vontade de rodar o mundo colecionando experiências. E no fundo a gente nem precisava rodar o mundo mesmo, mas esses mundos que aparecem quando a gente gosta muito de alguém e consegue transformar o lugar comum em paraíso. Eu quero colar tudo no meu álbum imaginário e ter carimbado no meu passaporte alguns lugares inexistentes, que só você pode me levar. Mas agora você foi embora e eu estou aqui sem saber bem o que fazer. Não sei se eu te ligo e imploro pra voltar ou se eu fico aqui com todos os meus medos e minha dor de cabeça que lateja por causa da bebida de ontem.
E eu começo a relembrar aos poucos tudo que você me falou. E eu fico sem acreditar na noite de ontem. Fico sem acreditar em mim. Fico sem saber se eu gritei alto o suficiente para os vizinhos ouvirem ou sei aquele grito ficou só na minha cabeça, como se minha imaginação gritasse mais alto do que minha própria voz. E eu fiquei com medo de você ter ouvido esse grito que saía de dentro, sem ser de pânico, mas de prazer. E um prazer que não era apenas físico, mas que eu senti na alma. E eu fiquei pensando se a musica que eu ouvia estava tocando mesmo ou eu que a inventei. Eu queria que você estivesse do meu lado agora pra me responder tudo isso. Porque eu estava em um estado tão fora de mim, que estou com medo da noite passada só ter acontecido na minha cabeça. Geralmente essas noites só existem nas histórias que eu conto. Eu queria poder contar pra alguém a importância dessa noite, mas ninguém vai conseguir entender porque as pessoas não têm a capacidade de entender nada do que eu sinto. Porque eu potencializo tudo e me chamam de maluca por eu amar tanto e ao mesmo fugir tanto do amor. E eu tento me convencer de que na verdade todo mundo é assim e que isso é normal. Começo a achar que todas as pessoas são, no fundo, iguais. Com os mesmos medos e vontades. O problema é que algumas pessoas ignoram, passam reto e fecham os olhos pra vida. Eu não. Eu estou sempre de olhos bem abertos, vendo tudo, ou vendo alem das coisas. E eu percebo que nem sempre as coisas precisam ter um sentido. Nem tudo tem uma resposta exata. E às vezes eu pareço desinteressada, mas a verdade é que eu me interesso tanto por tudo que eu não consigo me focar. Eu penso e mudo de ideia tão rápido que muitas vezes eu não consigo digerir tudo que eu vi e ouvi.
E eu queria que você entendesse tudo isso sem eu precisar te contar. Eu tenho medo que você não entenda e ache outras coisas, que as outras pessoas sempre acham. Porque ninguém entende nada que mistura alma e corpo. Elas só entendem quando essas duas coisas estão separadas, e eu acho uma pena. Agora eu vou ficar aqui me perguntando sobre todas essas coisas e sem achar uma resposta. Você tinha que estar aqui pra me fazer mais perguntas e me deixar mais cheia de dúvidas sobre a vida e sobre todas as coisas que eu tinha certeza. Mas você foi embora e agora eu estou aqui ainda com esse gosto ruim na boca e com a minha cabeça latejando e tudo que eu quero é conseguir dormir, pra ver se eu consigo esquecer.
E eu começo a relembrar aos poucos tudo que você me falou. E eu fico sem acreditar na noite de ontem. Fico sem acreditar em mim. Fico sem saber se eu gritei alto o suficiente para os vizinhos ouvirem ou sei aquele grito ficou só na minha cabeça, como se minha imaginação gritasse mais alto do que minha própria voz. E eu fiquei com medo de você ter ouvido esse grito que saía de dentro, sem ser de pânico, mas de prazer. E um prazer que não era apenas físico, mas que eu senti na alma. E eu fiquei pensando se a musica que eu ouvia estava tocando mesmo ou eu que a inventei. Eu queria que você estivesse do meu lado agora pra me responder tudo isso. Porque eu estava em um estado tão fora de mim, que estou com medo da noite passada só ter acontecido na minha cabeça. Geralmente essas noites só existem nas histórias que eu conto. Eu queria poder contar pra alguém a importância dessa noite, mas ninguém vai conseguir entender porque as pessoas não têm a capacidade de entender nada do que eu sinto. Porque eu potencializo tudo e me chamam de maluca por eu amar tanto e ao mesmo fugir tanto do amor. E eu tento me convencer de que na verdade todo mundo é assim e que isso é normal. Começo a achar que todas as pessoas são, no fundo, iguais. Com os mesmos medos e vontades. O problema é que algumas pessoas ignoram, passam reto e fecham os olhos pra vida. Eu não. Eu estou sempre de olhos bem abertos, vendo tudo, ou vendo alem das coisas. E eu percebo que nem sempre as coisas precisam ter um sentido. Nem tudo tem uma resposta exata. E às vezes eu pareço desinteressada, mas a verdade é que eu me interesso tanto por tudo que eu não consigo me focar. Eu penso e mudo de ideia tão rápido que muitas vezes eu não consigo digerir tudo que eu vi e ouvi.
E eu queria que você entendesse tudo isso sem eu precisar te contar. Eu tenho medo que você não entenda e ache outras coisas, que as outras pessoas sempre acham. Porque ninguém entende nada que mistura alma e corpo. Elas só entendem quando essas duas coisas estão separadas, e eu acho uma pena. Agora eu vou ficar aqui me perguntando sobre todas essas coisas e sem achar uma resposta. Você tinha que estar aqui pra me fazer mais perguntas e me deixar mais cheia de dúvidas sobre a vida e sobre todas as coisas que eu tinha certeza. Mas você foi embora e agora eu estou aqui ainda com esse gosto ruim na boca e com a minha cabeça latejando e tudo que eu quero é conseguir dormir, pra ver se eu consigo esquecer.
Assinar:
Postagens
(
Atom
)