"Você vai me olhar de novo e vai se perguntar como nunca me viu antes"
Natália Moreira
"Sometimes there's so much beauty in the world, I feel like I can't take it, and my heart is just going to cave in"
segunda-feira, 19 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Sol e violão
Eu acordei com um som vindo de longe. E eu comecei a misturar sonho com realidade dentro da minha cabeça. Eu não sabia se eu ainda estava sonhando ou se aquilo tudo era verdadeiro. Se fosse sonho eu não queria acordar nunca mais. Aos poucos o som do violão foi ficando cada vez mais alto. E eu comecei a ouvir o som da sua voz bem baixinha, cantando Skinny Love. E eu nunca tinha te falado que morria de vontade de acordar com essa música. Eu comecei a sentir o sol esquentando uma parte da minha perna que estava descoberta, em cima do lençol branco. E só a partir disso que eu percebi que eu não estava mais sonhando.
E quando eu abri os olhos eu quis que o tempo parasse. Você estava sério, pensando e cantando baixinho. Então eu fiquei por uns tempos sem falar nada, fazendo de tudo pra você não perceber que eu estava acordada, te olhando. E eu tenho muito medo, porque toda vez que eu te olho, parece que você consegue ler meus pensamentos. E eu não quero que você descubra que eu sou louca por você. Não quero que você descubra que ao mesmo tempo em que eu quero desviar o olhar, eu quero entrar em você e entender cada sinapse que acontece na sua cabeça. Queria saber a raiz de todos os seus pensamentos. Eu não quero que você saiba nada disso porque eu tenho muito medo que você vá embora, igual todos os caras que tinham certeza que eu estava apaixonada. Mas você não tem nada a ver com eles. Você é mais do que todos eles juntos e você fez todo o meu passado desaparecer.
Depois você olhou pra mim. É engraçado, mas a gente sempre sabe quando a outra pessoa acordou, mesmo sem precisar olhar diretamente pra ela. Então você sorriu e continuou cantando mais alto. E tudo que eu queria era empurrar aquele violão, me agarrar no seu cabelo e te puxar pra muito, muito perto.
E quando eu abri os olhos eu quis que o tempo parasse. Você estava sério, pensando e cantando baixinho. Então eu fiquei por uns tempos sem falar nada, fazendo de tudo pra você não perceber que eu estava acordada, te olhando. E eu tenho muito medo, porque toda vez que eu te olho, parece que você consegue ler meus pensamentos. E eu não quero que você descubra que eu sou louca por você. Não quero que você descubra que ao mesmo tempo em que eu quero desviar o olhar, eu quero entrar em você e entender cada sinapse que acontece na sua cabeça. Queria saber a raiz de todos os seus pensamentos. Eu não quero que você saiba nada disso porque eu tenho muito medo que você vá embora, igual todos os caras que tinham certeza que eu estava apaixonada. Mas você não tem nada a ver com eles. Você é mais do que todos eles juntos e você fez todo o meu passado desaparecer.
Depois você olhou pra mim. É engraçado, mas a gente sempre sabe quando a outra pessoa acordou, mesmo sem precisar olhar diretamente pra ela. Então você sorriu e continuou cantando mais alto. E tudo que eu queria era empurrar aquele violão, me agarrar no seu cabelo e te puxar pra muito, muito perto.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Imaginário
Eu prefiro um amor inventado. Desses que a gente não precisa se preocupar se vai acabar ou não. A gente só sabe que ele vai permanecer ali, intocável. Porque tudo que é ilusório é mais perfeito. Não teve tempo nem espaço para ser destruído. Então eu te peço pra que não venha nunca. Que você fique aí onde está. E eu quero continuar aqui, imaginando que você é todas essas coisas que ninguém mais consegue ser. Essa é a minha fuga. Pra que eu nunca, nunca mais perca a cabeça por ninguém. E mesmo agora que existe alguém real, eu continuo voltando pra você. Volto pensando que você é quem foi feito pra mim. Volto pensando que eu ainda estou te esperando e que talvez eu fique assim pra sempre, mesmo que a gente não se veja por um milhão de anos.Mas no fundo isso é tudo mentira. Na verdade você é meu escudo e ninguém vai conseguir te barrar nunca, porque você está dentro da minha cabeça. E ninguém real, por mais incrível que seja, consegue barrar um personagem. E eu te criei pra ser a minha defesa. Você disfarça o meu sofrimento e meu medo de cair, mas superficialmente. E depois eu nem sei mais se eu quero você. Eu quero só a sua imagem. Sempre te pedi pra que viesse, mas agora eu peço que você fique onde está. Ou até que você fique por aqui na minha cabeça, me protegendo. Eu sempre fui a louca que gosta de se apaixonar, que mergulha de cabeça e vai fundo, sem pensar no depois. Mas eu só faço isso com os amores inventados. Quando vira real eu recuo. Ou melhor, quando é verdadeiro eu mergulho tão fundo que eu perco o ar. Eu quero voltar pra superficie, mas ao mesmo tempo quero fica lá embaixo pra sempre. Eu sinto vontade de voltar pra casa e ficar sozinha, junto com todas as minhas inseguranças em relação aos outros que fingem tudo, menos amor. E todas essas inseguranças me deixam mais segura do que a certeza de estar apaixonada de verdade. É que eu fico desnorteada quando as coisas começam a dar certo. Eu estou tão acostumada com o errado, que começo a achar tudo ao contrário. E eu fico sem saber o que fazer, porque só sei agir quando as coisas estão meio tortas. Eu já sei o caminho. É mais fácil seguir. O amor é imprevisível. A gente nunca sabe se está dando um passo em falso. Nunca sabe se o abismo está logo ali e dá sempre um frio na barriga. Mas uma coisa eu sei: o caminho é o mais bonito de todos. E se por acaso eu cair, eu levanto. No fundo eu acho que essa é a única certeza que a gente precisa ter. A gente ama, levanta e segue em frente.
"É fácil compreender o desamor. O amor, não. O amor é um enigma."
"É fácil compreender o desamor. O amor, não. O amor é um enigma."
terça-feira, 6 de março de 2012
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